segunda-feira, 16 de março de 2015

Vai que...

Pensa no seguinte: Minha vida é tão bosta e eu faço tanta piada com isso, que os amigos incentivaram a escrever sobre isso... Era pra ser um livro, mas as vezes acho que não passaria nem na redação do ENEM... O fato é que já que eu adoro escrever merda, porque não me expressar de forma escrita nessa internet , não é mesmo??? E mesmo que alguem não vá ler, bitch please, ninguem vai ler sigo a recomendação piegas que todo terapeuta recomenda que é ter um diário pra registrar seus dias, ou suas idéias... E de todos os assuntos da bosta da minha vida, porque não escrever sobre aquele que mais me diverte mentira, deprime horrores que é chegar aos 32 anos de idade e viver uma vida maluca de uma adolescente de 15 anos... Porra, parece ser muito legal, mas não é, mas como a minha veia humorística é sensacional, fazer piada com as merdas que me acontecem ou aconteceram desde que o 3.0 chegou, parecia uma coisa, no mínimo, divertida a se fazer... Eu queria estar casada como as minhas amigas, tendo filhos, levando eles ao parque ou zoológico nos finais de semana, saindo pra forçar o marido a comprar roupas novas, estar almoçando macarronada de domingo na casa da sogra, vendo Silvio Santos ou Gugu, mas não... Tô aqui, em crise de meia idade precoce, contestando minha existência, a razão da vida e porque diabos eu ainda me meto em furadas... Me sinto como a Bridget Jones que sofreu um acidente dentro de uma loja de tintas Suvinil... Obviamente a vida não poderia ser mais fácil pra mim, eu tinha que me "ajudar" tendo uma aparência um tanto quanto peculiar, ser uma maluca de gênio forte e personalidade rebuscada... Isso dificulta muito as coisas pra mim, é como se eu escolhesse jogar no modo hard pra tudo nessa vida... Confesso que me sinto levemente melhor hoje do que quando eu era mais nova, mesmo assim não sei se lamento por ter ficado mais velha, exigente e seletiva e ter aprendido a filtrar melhor as merdas que faço na vida ou me arrependo por não ter mais aquele leque de possibilidades que a juventude parecia me mostrar e a ingenuidade e estupidez tambem... Claro que nem tudo é merda na minha vida, calma... Uma coisa ou outra ainda se salva e se mantem em ordem, mas no que diz respeito a assuntos pessoais, os anos parecem só transformar tudo em caos... E eu realmente não boto fé sobre o blog, mas que me sirva de diversão... Hoje tava numa crise muito louca pela manhã... Ouvi a seguinte frase no fim de semana: "O cara tem que ter culhão pra te assumir" e fiquei pensando nisso... Sério... Mesmo porque muitos já disseram que eu "não era o tipo de moça que eles teriam coragem de levar nos lugares ou apresentar pra mãe"... Seja lá qual o motivo suspeito que o vilão é o cabelo... Cabelo colorido ainda choca a sociedade em pleno 2015... Tatuagens tambem... Mentira... Tambem tenho uma má fama horrivel dos tempos da galera nerd do RPG de São Paulo, que como toda boa panelinha social, tenta te derrubar de tudo que é jeito... Eu passei anos encruada, foi um custo manter minha fama de putona sem sair de casa ou fazer alguma coisa e mesmo assim, se bobear, ainda tem gente falando que dormi com quem eu nunca conheci , em festas que nunca fui... A real é que entre tantos altos e baixos, estou numa vibe "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã" e to tentando ser mais amável, solidária e carinhosa com as pessoas nos ultimos 6 meses... Pra variar, estou apaixonadinha e obviamente o pensamento dessa manhã não foi a toa... Francamente não sei se a pessoa é do tipo que tem culhões ou do tipo que vai me tratar como pantufa, o fato é que eu tenho um timer interno de 3 meses pra tudo... TUDO MESMO!!! Em 3 meses se faz muita coisa, inclusive saber minimamente onde se está amarrando o jegue... Normalmente insisto mas se to vendo que o toco que eu estou tentando dar o nó estiver frouxo, eu pego meu jegue e saio andando... Amores, aos 32 anos é uma vitória conseguir um sexo casual, o que dirá algo sério, ainda mais eu, na minha exoticidade toda... Mas hoje fiquei pensando naqueles tipos de pergunta que sempre sentimos vontade de fazer pras pessoas e que por alguma razão, guardamos e engolimos com um gole de vodka... Eu sinto vontade de perguntar pras pessoas que tento me relacionar se elas assumiriam algo comigo... Porra, não tenho mais saco nem vontade de ficar, de canto em canto, de teste em teste... To naquela fase em que Netflix e delivery são as melhores pedidas pra um fim de semana perfeito... Não tenho aquele pique de sair, passar noites em claro, curtir baladas com frequencia e dormir de cama em cama, sem ninguem que vá acordar do meu lado num domingo e dividir a caneca de café na cama... Sou porra louca, despirocadinha, mas sou fiel, sou leal e sou extremamente apaixonada... Fui criada por pais machistas e antiquados, uma verdadeira Amélia dos anos 50... Já provei de quase tudo na vida, desde as coisas mais sádicas até as mais pervertidas e nada me trouxe a realização que aquela coisa monogâmica estupida, trouxe... Me deixe... Tenho experiencias horriveis e com o tempo vou soltando algumas na roda, sem mencionar nomes porque não quero processo, mas como 90% delas são de domínio publico mesmo (afinal não tenho fama a toa né), com o tempo transformo esses traumas em excelentes piadas e posto aqui... Mas hoje eu realmente gostaria de ter coragem de perguntar: É você que vai acordar no domigo do meu lado??? E em muitos outros domingos??? Nos finais de semana de frio ou pra passearmos no parque nos dias de verão??? Você sentiria vergonha do meu cabelo multicolorido??? Das coisas que já vivi??? Dos erros que cometi??? Da pessoa que sou??? Me levaria num churrasco de familia??? Me apresentaria sua mãe??? Se arriscaria numa vida insólita, sem prazo de validade e sem certezas que será pra sempre, apenas vivendo da melhor forma possivel o momento e a dádiva que temos em estarmos juntos??? São essas perguntas, as que mais assombram minha cabeça mas eu provavelmente jamais terei coragem de faze-las... E como uma menina de 15 anos, acabo sentando em algum lugar na hora do intervalo e vejo, ano após ano, o garoto que gosto da outra sala passar por mim, sem que eu tenha coragem de dizer "Oi"...

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